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Notícia - Espírito Santo
06/01/2014 às 12h17min - Atualizada em 06/01/2014 às 12h17min
Corpo de paraquedista que desapareceu no Rio Jucu é enterrado neste domingo
Ao som da música "Amigos para sempre", tocada no trompete por um companheiro de Ricardo, o corpo foi sepultado
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Comoção e alívio. Esse foi o clima que marcou o enterro do paraquedista Ricardo Augusto Pereira, de 46 anos, sepultado na manhã deste domingo (5), no cemitério Jardim da Paz, na Serra.

Ao mesmo tempo em que choravam pela morte de Ricardo, as dezenas de familiares e amigos que compareceram à despedida manifestavam conforto pelo resgate do corpo, após ficar quatro dias desaparecido.

“Foi um conforto para nós. Deus quis que ele fosse encontrado para que a gente pudesse enterrá-lo. Mas estávamos preparados para o que acontecesse. A gente sabia que se ele não fosse encontrado também seria da vontade de Deus”, disse a mãe do paraquedista, Zilar Maria Ferreir

Corpo localizado no litoral do Rio de Janeiro 
 
O corpo de Ricardo foi localizado por funcionários do Porto de Açu na manhã de sábado (4), nas areias da Praia de São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro.

O paraquedista foi identificado a partir da roupa que vestia, que era característica de esporte aéreo, e por meio de informações e fotos que a polícia que acompanhou o resgate enviou para a família.

Segundo Rosângela Pereira, irmã de Ricardo, o corpo chegou ao Estado durante a madrugada de domingo. 
Arquivo Pessoal

“Foi uma surpresa para alguns, mas eu estava ajudando nas buscas e já suspeitava que o corpo seria encontrado em uma região mais distante. Sou amigo do Ricardo há 22 anos. O primeiro salto dele de paraquedas foi comigo, há 20 anos. Agora, só fica a lembrança”, emocionou-se um amigo, 39, que preferiu não se identificar.

O apelido Animal, dado a Ricardo pelos amigos das modalidades esportivas que ele já praticou ou ainda praticava, por causa da vitalidade e intensidade com a qual o paraquedista vivia, foi lembrado durante a cerimônia que antecedeu o enterro.
 
Amigos da Comunidade Católica de Vida Aliança, que Ricardo apoiava há 11 anos, e das igrejas Batista e Missão, que ele frequentava atualmente, participaram dessa cerimônia.

A mulher do paraquedista, Meyse Kalil Isaac, 46, agradeceu o apoio que esses amigos deram nas buscas, em voz alta, durante o sepultamento do marido. “Quero agradecer a todos os amigos do meu marido que foram em busca dele pelo céu, pelo mar ou pela terra. Tenho certeza que não só vocês, como todos os que estão aqui, estão com o coração ligado nele”, declarou.
 
Homenagens
 
Os familiares e amigos de Ricardo prestaram diversas homenagens a ele durante o sepultamento. 

Além das coroas de flores enviadas por eles para a despedida, que cercaram o túmulo, uma salva de palmas acompanhou o sepultamento em meio à música “Amigos para sempre”, tocada em um trompete por um dos amigos do paraquedista.

Já um outro amigo de Ricardo usou o helicóptero utilizado nas buscas para homenageá-lo, pousando a aeronave perto do local onde ele foi sepultado.

“Aqui estão amigos do paraquedas, do remo, do mergulho, do esqui. Eu só tenho a agradecer. Ele amava o paraquedas. Foi ele quem trouxe esse evento para o Estado. Essa foi a vontade de Deus”, complementou Meyse.
 
O desaparecimento
 
Ricardo desapareceu no último dia 30 de dezembro, depois que saltou de paraquedas e, devido aos fortes ventos, acabou caindo no Rio Jucu.

Na ocasião, ele estava com dois amigos, que disseram que ele chegou a conseguir sair do rio, mas depois desapareceu ao tentar entrar no local para resgatar o equipamento.

Amigos e familiares do paraquedista estavam fazendo buscas pelo corpo dele desde o dia do desaparecimento, com o apoio do Corpo de Bombeiros.
 
Mais de mil saltos no currículo
 
Ricardo Augusto Pereira tinha 46 anos e, além de paraquedista, era fazendeiro. Durante muitos anos teve um restaurante no bairro Glória, em Vila Velha, mas atualmente dedicava-se apenas à criação de gado.

Ricardo deixa esposa e um casal de filhos, de 16 e 18 anos, além de vários amigos que manifestaram muito carinho nas redes sociais.

Paraquedista há mais de 10 anos, Ricardo, no dia do acidente, advertiu seu filho de 16 anos sobre os fortes ventos que sopravam na região da Barra do Jucu e impediu o adolescente – que frequenta um curso preparatório de paraquedismo – de saltar.

O fazendeiro já fez mais de mil saltos, segundo amigos, que se mobilizaram e monitoraram as áreas próximas de onde o paraquedista caiu com jet-skis, lanchas e helicópteros, desde a tarde da última segunda-feira, dia 30, quando ele foi carregado pelo Rio Jucu.


Fonte: Gazeta Online
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